Uma posição irrequieta, uma vontade incongruente
a minha mente é um lugar deveras inconstante
Enquanto respiro, sou humano, defeituoso
nervoso por nada, ridículo por tudo, impetuoso.
Partir do nada, em busca do que não existe
ou estender-me ao céu para poder doar
ao meu receptáculo o que ainda persiste
de teimas e tramoias, sobre pedras ou ar.
Sou devoluto de sapiência, constituído apenas
por uma vontade de olhar, sentir e conhecer,
incauto remeto-me sob um vento de espairecer
em que quero as minhas vidas e chacinas, nesta constante deformação reformista.
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